Como promover o desenvolvimento socioemocional dos jovens durante a pandemia?

As competências socioemocionais são conhecidas como um conjunto de habilidades, valores e comportamentos para lidar com as próprias emoções, estabelecer relações com outras pessoas, atingir objetivos e metas de vida e tomar decisões de forma responsável.

O contexto de pandemia exige a todos o cumprimento das normas de distanciamento social. Como seres sociais que somos, este distanciamento requer uma enorme capacidade de resiliência por parte de todos.

Nos jovens, a construção da sua identidade assenta significativamente nas experiências sociais, pelo que o contexto de pandemia tem condicionado o desenvolvimento de competências socioemocionais.

Este facto obriga a família, os agentes educativos e os especialistas a estarem atentos ao impacto que este condicionamento tem no equilíbrio emocional e no desenvolvimento das competências sociais, de forma a poderem gerar ações que minimizem o efeito desta privação de interação.

A investigação neste domínio sugere que os jovens que desenvolvem competências socioemocionais têm melhores resultados académicos, autorregulam de forma mais adequada as suas emoções, melhoram a relação com as instituições e com a sociedade em geral, são menos conflituosos com os seus pares e família e desenvolvem um estilo de vida mais saudável.

Sugestões de como promover o desenvolvimento socio emocional dos jovens, durante a pandemia:

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Interação social: É imprescindível para o desenvolvimento harmonioso dos jovens e bem-estar nas diferentes esferas da vida. Os contactos sociais devem promover-se de forma segura. O isolamento total é mau para a saúde mental e acarreta graves consequências no desenvolvimento emocional e social.

 

Empatia: É importante compreendermos e aceitarmos que os jovens vivem uma fase do seu desenvolvimento em que o relacionamento com os seus pares, as experiências no âmbito da sexualidade e a necessidade de afirmação, são próprias do seu processo de desenvolvimento. O seu comportamento é muitas vezes explicado pela fase de vida em que se encontram. A pandemia veio trazer grandes constrangimentos a este processo, mas não pode inibi-lo.

 

Apoio da Família: A aprendizagem social e emocional começa e desenvolver-se nas famílias, que são parceiros no apoio aos filhos e podem contribuir na melhoria das habilidades, atitudes e comportamentos. É importante que a família converse sobre sentimentos, emoções e comportamentos. Os adultos devem partilhar os seus receios, mas transmitir uma imagem de confiança no futuro, para que os jovens desenvolvam uma perspetiva otimista. 

 

Criar momentos de boa disposição: Fomentar momentos de lazer com os elementos que convivem na mesma habitação é possível e muito benéfico. Criar refeições especiais e mais longas, onde todos se sentem à mesa no mesmo horário e permite conversar sobre o seu dia.

 

Celebrar datas comemorativas: Os aniversários e as datas especiais têm que continuar a ser celebrados no seio da família. É uma oportunidade para criar jantares e almoços mais intimistas, onde exista espaço para as preferências de cada um. Cozinhar em conjunto e preparar uma mesa e algumas surpresas pode criar laços inesquecíveis. 

 

Auxiliar nas tarefas de casa: A participação dos jovens e dos demais elementos da família nas tarefas de casa é uma oportunidade para desenvolver competências sociais, como a cooperação e o trabalho em equipa, bem como a orientação para o outro.

 

Criar memórias positivas: É importante que mais tarde ao recordarmos esta fase de pandemia consigamos identificar memórias afetivas positivas. Aproveite para criar momentos especiais em família, como por exemplo ver uma série ou filme em família ao fim de semana, fazer panquecas para o pequeno almoço de domingo, ir para a escola com os amigos a pé, entre outros.

 

Aderir aos eventos online: As tecnologias podem ser bons aliados para minimizar o impacto de não podermos socializar livremente. É importante participar nas praxes organizadas e nos convívios que as academias e as escolas promovam nas plataformas online. As videochamadas com a família e amigos são também uma boa forma de diminuir a distância, dado que a imagem aproxima as pessoas.

 

Sensibilizar alunos, pais, professores e comunidade: A exigência da fase que vivemos deve ser acompanhada da tolerância e moderação quanto ao que estamos a exigir em termos de comportamentos, atitudes, aprendizagens e resultados escolares dos jovens. A tolerância e empatia têm que prevalecer de forma a que este caminho, que se antevê longo, se faça com equilíbrio emocional e integração social por parte de todos. 

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Fontes: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S2358-18832017000402043&script=sci_abstract&tlng=pt | http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-389X2016000200001 | https://www.caiodib.com.br/blog/competncias-socioemocionais-viagra-para-adolescentes/ | https://blog.elevaplataforma.com.br/habilidades-socioemocionais-como-elas-impactam-o-aluno/ | https://psicologiaacessivel.net/2018/07/05/a-importancia-da-educacao-socioemocional-na-adolescencia/ | https://socioemocionais.porvir.org/ 

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